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Educação

“Meu filho não aprende Matemática. O que eu posso fazer?”

Meu filho não aprende Matemática. O que eu posso fazer?
Ensinando matemática.

Olá, neste post, vamos acompanhar uma “conversa” de um professor que ensina matemática com uma família?… Para isso, observe as discussões e os encaminhamentos, pois., quem nunca passou por isso não é mesmo?

— Professor, meu filho tem muita dificuldade em Matemática. Eu tento ensinar, mas parece que quanto mais explico, mais ele se confunde. — Primeiro, não pense que ele “não aprende Matemática”. Talvez ele ainda não tenha encontrado uma forma de aprender que faça sentido para ele.

— Mas como posso ajudar em casa?

— Comece pelo cotidiano. Matemática está em todos os lugares. Quando vocês forem ao mercado, por exemplo, pergunte:

· “Qual produto custa mais?”

· “Qual custa menos?”

· “Se eu comprar dois, quanto vou gastar?”

— Então não preciso ficar apenas fazendo contas no caderno?

— Exatamente! O caderno é importante, mas a criança também aprende quando brinca, compara, conta, mede, organiza e resolve problemas.

— E quando ele errar?

— Não dê imediatamente a resposta. Pergunte: “Como você pensou?” O erro mostra o caminho que a criança está seguindo para chegar à resposta. Para lhe ajudar neste caminho, indicamos uma leitura sobre como as famílias podem auxiliar neste processo, clicando aqui.

— Às vezes ele fica nervoso quando não consegue.

— Nesse momento, evite dizer: “Isso é fácil!” Para você pode ser fácil, mas para ele pode não ser. Prefira: “Vamos tentar de outro jeito?”

— E se ele não conseguir mesmo?

— Divida o problema em partes menores. Uma criança que ainda não compreende 25 + 18, por exemplo, pode começar manipulando objetos, agrupando quantidades e percebendo que 25 + 10 = 35 e depois acrescentando 8.

— Então devo usar objetos?

— Sim! Tampinhas, brinquedos, blocos, palitos, moedas de brincadeira e até alimentos podem ajudar. O importante é transformar o número em algo que a criança consiga ver e manipular.

O importante é transformar o número em algo que a criança consiga ver e manipular.
Transformando números em objetos.

— E jogos ajudam?

— Muito. Jogos de percurso, dominó, dados, quebra-cabeças, cartas e brincadeiras de compra e venda podem desenvolver raciocínio lógico, contagem, comparação e resolução de problemas.

— Quanto tempo devo estudar Matemática com ele?

— Não precisa transformar a casa em uma sala de aula. Pequenos momentos durante o dia podem ser muito produtivos. O mais importante é a frequência e a qualidade da interação, não longas horas de exercícios.

— E o que devo evitar?

— Evite comparações como “seu irmão aprende e você não”. Evite também fazer a atividade pela criança, dar a resposta imediatamente ou transformar cada erro em uma bronca.

— Então qual é o principal objetivo?

— Fazer a criança perceber que ela é capaz de aprender Matemática.

— Mesmo tendo dificuldades?

— Principalmente quando tem dificuldades. A criança precisa de tempo, estratégias adequadas e alguém que a ajude a pensar, e não apenas alguém que diga se a resposta está certa ou errada.

No fim, ensinar Matemática em casa não significa dar uma aula. Significa criar oportunidades para a criança pensar.

Conte, compare, organize, estime, brinque, pergunte e deixe a criança explicar como chegou à resposta.

Porque, antes de decorar uma conta, a criança precisa descobrir que Matemática também pode fazer sentido.

Profº Anderson Minosso
Escrito por

Profº Anderson Minosso

Anderson Minosso é professor, pesquisador, escritor e formador de professores, com atuação voltada à Educação Matemática, Educação Especial e Inclusiva, formação docente e inovação pedagógica.

É doutor em Formação Científica, Educacional e Tecnológica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Atualmente, é pós-doutorando em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

Possui mestrado em Educação Básica pela Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), especialização em Metodologia do Ensino de Matemática e Física pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, especialização em Educação Especial e Inclusiva pela FAEL e graduação em Matemática – Licenciatura pelo Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Concórdia e Licenciado em Pedagogia pelo Centro Universitário Internacional UNINTER.

Ao longo de sua trajetória profissional, atuou como professor no Colégio CEM e como Assessor Pedagógico de Matemática no Grupo Positivo, desenvolvendo programas de formação continuada para professores da Educação Básica. Atualmente, é professor do quadro permanente da Prefeitura Municipal de Curitiba (PR) e docente em cursos de graduação e pós-graduação.

É autor de livros destinados à Educação Básica e ao Ensino Superior, produzindo obras que articulam fundamentos teóricos e aplicações práticas para professores, estudantes e pesquisadores. Seus trabalhos concentram-se nas áreas de Educação Matemática, formação de professores, Educação Especial e Inclusiva, currículo, metodologias de ensino e desenvolvimento profissional docente.

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